Feliz Ano Melhor

Oi, gente!

Pois é, este aninho filho-da-puta está chegando ao final! Aleluia!…

Quer dizer, espero que seja “aleluia” mesmo, né? Eu tive um 2019 horrível, e, quando veio o ano novo, foi só porrada! Ou “tiro, porrada e bomba”, como dizem hoje em dia!

Agora, quando vamos trocar de calendário de novo, me ocorreu uma coisa: desejamos “Feliz Ano Novo”, e deu no que deu! Qual seria o problema? E pensei que “feliz” é bom, de um jeito ou de outro, é sempre bom! Agora, “novo” nem sempre é bom! Tem gente que acredita que “mudar é sempre bom”, que “o novo é sempre melhor” (devem ser as mesmas pessoas que acreditam que a Terra é plana, que vacina faz mal, que existe honestidade na política, mas, enfim…), só que isso não resiste a um exame um pouco mais cuidadoso. Por exemplo: eu nunca tinha vivido uma situação de pandemia! Isso é novo, para mim! Eu nunca tinha sido proibido de entrar em um lugar por não ter máscara no rosto! Também uma novidade! Eu estou com uma rede mesh em casa pela primeira vez! Isso é novo E bom! Resolveu os problemas de conexão Wi-Fi que eu tinha há ANOS!

Assim, um pouco de matemática básica: “feliz” é positivo, “novo”, no caso de 2020, acabou sendo negativo! Um positivo e um negativo deram um negativo! Bingo!
Então, para evitar isso, vou desejar Feliz 21 de um jeito diferente! Vou dizer “Feliz Ano Melhor“! Não precisa ser novo! Pode ter coisas antigas – músicas antigas, de preferência! E, se vierem coisas realmente novas (o que deve acontecer no campo da tecnologia), que sejam coisas boas!

Então, para todos vocês, FELIZ ANO MELHOR!
E até 21!

P.S.: apesar de tudo, já digo que vai ter uma BAITA novidade! Uma coisa muito nova E muito boa!… 😉

Finados

Mais um 2 de novembro. Mais um dia de saudades. Dia 12 próximo, vai fazer dois anos que minha avó materna se foi. Dia 19, oito anos sem o meu avô materno. E, da parte paterna, dia 3 de janeiro serão 18 anos sem minha avó; em setembro, já 21 anos sem meu avô. Incrível como tanto tempo já se acumulou.

E não só isso: também já vai fazer um ano que perdemos a avó da Michele, em 3 de dezembro. E alguns meses do falecimento do seu Miguel, tio-avô da Mi.

Aliás, quanta gente já perdemos neste ano… Moraes Moreira, Sean Connery, Daniel Azulay, Florian Schneider, Ciro Pessoa…

Muito esquisito ver todas essas pessoas partindo. E assustador. Assustador saber que posso perder mais pessoas a qualquer segundo, assustador saber que eu também posso, pura e simplesmente, morrer a qualquer instante.

Ainda assim, seguimos. Meu filho deve nascer em fevereiro, trazendo vida para este velho. Eu realmente espero estar vivo para ver o guri crescer, virar homem. Quem sabe eu consigo conhecer meus netos.

A tarde está linda, apesar de fria. Minha esposa está grávida. Meus sobrinhos já estão grandes. Eu rezo para que a Vida vença.

Blog, né?

Domingo passado (4), eu vi meus pais pessoalmente. Foi a primeira vez desde março. 

Esquisito, né? Eu não moro na gringa, nem nada, mas, por causa dessa maldita pandemia, a gente se preservou, se isolou. 

Agora, o motivo pelo qual eles vieram nos ver é que, bem, nós precisamos de ajuda. Ajuda “técnica”, digamos. A Mi está grávida. 

Louco, né? No meio de uma situação creatina dessa, um sopro de esperança. Vou ser pai. Aliás, essa era uma coisa que a gente já tinha descartado de nossas vidas, porque tudo quanto era médico dizia que não tinha como, por causa da endometriose! Mas eis que… 

Só que ninguém está de férias, aqui, então, nós pedimos ajuda, porque não estávamos dando conta, só nós dois. Especialmente depois de uma corrida até o hospital, por causa de um sangramento. Aí, resolvemos parar de fingir que estava tudo bem e pedir um help! 

Gozado, né? Antigamente, todo mundo morava perto, e, quando vinha um bebê, as famílias se uniam, todo mundo se ajudava, era um evento que aproximava todo mundo. Agora, com as distâncias e o vírus, está tudo complicado. É uma pena que o meu filho (ou filha, ainda não perdi a esperança) venha justamente numa hora tão torta. 

No mais, hoje, (13/9), teve o GP da Toscana, a primeira corrida de F1 realizada na pista de Mugello. Foi a corrida 1000 da Ferrari, mas, infelizmente, pouco a comemorar, por culpa deles mesmo, que não se acham na política interna da equipe! Mas o destaque mesmo foi o pódio do Alex Albon (Red Bull-Honda), o primeiro da carreira dele! 

Legal, né? 

30 anos…

E, de repente, faz 30 anos que morreu o Cazuza!
Eu lembro de toda a comoção que foi. A agonia toda em público, ou talvez a exposição, não agonia, porque ele não era de se esconder, nem de ficar chorando mágoas, ele fez questão de ir em frente, até o final.
Até hoje, a imagem que me vem à mente, quando me lembro dele, é a do final, com a pele já acinzentada, ele já bem magro… Quando topo como uma foto dele ainda saudável, como aconteceu hoje, eu até estranho – eu já tinha me esquecido de que ele tinha sido assim.
Que figura foi esse cara!…

Quanto a mim, eu estava no Primeiro Colegial. Ainda eram os anos 80, embora, no popular, a gente considerasse 90. Para mim, até que fez sentido, essa classificação, embora, como eu ainda estivesse no Rio Branco (de São Bernardo do Campo – não confundam, por favor), eu considero, até hoje, o período de 1990 a 1992 como um “puxadinho” dos 80. Mas, no fundo, sei que não foi, não.
A lista de chamada estava bem diferente do que era até o ano interior, embora ainda houvesse gente que estivesse comigo desde a Terceira Série do Primário. Conheci muita gente de quem sinto profunda falta até hoje. E foi a primeira vez que eu tirei mais que dez em uma prova, por conta de um professor cujo sistema de notas ia até QUINZE!
Na rádio, eu deixei a Jovem Pan 2, dei umas passadas pela Transamérica e pela Cidade (que era pop, também), mas acabei indo parar na Alpha FM (sério!). Acabei não entrando na onda do grunge, nem nada, porque eu já estava com saudades das músicas dos anos 80. Aliás, eu comecei a me sentir muito deslocado do resto do mundo nessa época (e essa sensação perdura até hoje). E também continuei seguindo meus ídolos dos 80: Pet Shop Boys e a-ha, por exemplo, lançaram discos ótimos, nesse ano (“Behavior” e “East of The Sun, West of The Moon’, respectivamente).

E, juntando os assuntos, olhem só, o Ringo Starr está fazendo OITENTA ANOS! É, um dos “fab four” remanescentes chegou aos 80! O mais “boa praça” deles, digamos, o mais tranquilão, sorridente… Ou, pelo menos, é assim que o vejo.
E o gozado é que, para mim, Beatles começou como uma coisa dos anos 80!
CALMA: é que, quando lançaram a discografia deles em CD, meu pai comprou (aos poucos…), e foi aí que eu fiquei sabendo da história toda deles e que um deles era um cara de cujas músicas eu já gostava – Paul McCartney! “No More Lonely Nights” é uma das minhas favoritas, disparado, até hoje! Mas, enfim, hoje, na minha cabeça, os Beatles já estão no lugar certo, os anos 60 – e continuam sendo os melhores de todos os tempos!

Enfim, foi bem movimentado. E o triênio 90-92 seria meu último momento de normalidade por algum tempo…
Mas essa é uma outra história.

P.S.: sim, eu escrevi isto no dia 7 de julho.

P.S. 2: post dedicado ao seo Miguel, tio-avô da minha esposa, que nos deixou ontem… Descanse em paz!

De volta ao normal (?)

Bom, a quarenta (ou isolamento social, ou o termo que vocês preferirem…) segue em frente, firme e forte (ou nem tanto). O que mais se ouve é todo mundo querendo que a vida volte ao normal! E, sim, eu estou nesse grupo!

Mas… será que a vida volta ao normal? E, nesse caso, de que normal estamos falando?

Tipo, vamos voltar para o trânsito? Não ter sossego nem para atravessar a rua? Paulista parada toda quarta, por causa de alguma manifestação?

Não sei quanto a vocês, mas o meu normal é a gente poder ir e vir tranquilamente, chegar em casa inteiro. Trânsito, vá lá, com tanta gente e tanto carro, não tem muito para onde escapar… Sei lá, o meu normal inclui até dar uma voltinha, depois do trabalho, quando a tarde está bonita. Mas, ok, vamos nos ater ao básico: ir para o trabalho, trabalhar, voltar do trabalho, ficar com a família em casa, dar umas voltas, no fim de semana…

Agora, tem o pessoal que está dizendo que este é um momento ótimo para o ser humano evoluir. Que isso tudo que está acontecendo é uma lição que devemos aproveitar para criarmos um mundo melhor. Que o negócio justamente NÃO é voltar ao normal – é fazer melhor!

Só que tudo o que eu ouço as pessoas dizendo é “se Deus quiser, tudo volta ao normal”, “logo, logo, tudo volta ao normal” e coisas do gênero.

Mudar é complicado, doloroso, trabalhoso, pode gerar brigas, perdas. E não vamos nem falar da incerteza: você deixa o que você conhece, a grandeza conhecida, para… para o quê? Tem gente que diz que mudar é sempre bom, mas quantas mudanças você já fez ou sofreu que não deram exatamente certo (para dizer o mínimo)? Por causa disso tudo, a gente tem mais tendência de querer que as coisas fiquem como estão.

De querer que tudo volte ao normal.

***

AGORA, tem UMA COISA que eu estou curtindo MUITO e, honestamente, quero que continue assim!

Antes, para ver um artista ao vivo ou uma transmissão de automobilismo ao vivo, tinha que se sujeitar às filas, aos horários das emissoras, aos direitos de transmissão, etc. Agora, os artistas fazem shows inteiros no YouTube – mesma plataforma em que as principais competições de automobilismo estão ganhando versões virtuais e até exibindo corridas antigas! Não preciso mais depender daquela emissora e ficar aguentando aquele narrador insuportável para ver F-1! Agora, os Grande Prêmios Virtuais são transmitidos ao vivo na Internet! Não tem mais essa coisa de direitos de transmissão regionais para encher o saco!! =D

E, sim, eu sei, não é a mesma coisa que as corridas de verdade, mas o esquema de transmissão está mais flexível. No final, estou conseguindo curtir bem mais!

Ah, e, quanto aos shows, vou dar um exemplo: no ano passado, a KT Tunstall veio ao Brasil, e eu quis ver. Só que, aqui em São Paulo, o show seria numa QUINTA-FEIRA, começando umas DEZ E MEIA DA NOITE! E o meu alarme tocaria às cinco da madrugada da sexta, impiedosamente… E não vamos nem falar de ficar horas na fila, pagar uma fortuna de ingresso e estacionamento (ou sofrer no transporte público),…

Agora, com todo mundo fazendo lives, eu consigo ver o artista mais de perto (de certa forma), no conforto do meu lar, sem ter que passar perrengue, nem pagar uma fortuna! 

Automobilismo e shows, eu espero que continuem com esses hábitos, quando essa loucura passar!

Taí uma coisa que eu não quero que volte ao normal!

***

No mais, acabo de passar meu primeiro dia das mães sem a minha avó materna (que descansou em novembro passado) e sem poder sequer chegar perto da minha mãe…


Isso, faço questão de que volte ao normal…

Ideologia, eu NÃO quero uma para viver!

Pois é!
Desde… quando? 2013? 14?
Enfim, já tem alguns anos que o brasileiro descobriu que dá para protestar, fazer passeata, se manifestar politicamente…
A moda, agora, é “se posicionar”. Aliás, tem uma até uma frase “se não você não está incomodando, não se posicionou o suficiente”.

O resultado? Você não consegue pedir um guardanapo, por favor, sem ouvir um longo e chato discurso, junto! Podcasts de assuntos nerds estão declarando para qual lado torcem! Até aquele reality show, lá, pelo que consta, ficou tocando nos assuntos da moda ideológica…

Dizer que está chato já até virou pouco – está um saco, em português se não bom, pelo menos claro!

E quem prefere não torcer para lado nenhum?

Falando da minha experiência pessoal, eu fico sempre num dilema: tenho amigos e familiares dos dois lados e frequento ambientes em que há torcedores dos dois lados. Tento ficar neutro, mas, no final, essa é uma postura que também desagrada! É o que eu falei lá em cima, a moda é o “se posicionar”! Tanto que tem até um termo usado pejorativamente para quem não escolhe lados: “isentão”. As pessoas QUEREM discutir, QUEREM brigar, QUEREM a tal da “treta”! O ambiente praticamente EXIGE que você adote um lado, que você torça para alguém! E ai de você, se não escolher OU se escolher o lado “errado”! Afinal, as pessoas querem que você se envolva em ideologias (ou, melhor dizendo, em política), mas tem que se envolver NA DELAS! É aquela coisa do “não era isso!”, depois…

Ai de você, se for mortadela num ambiente de coxinhas, ou se for coxinha num ambiente de mortadelas!

Então, o que fazer? Se você escolhe um lado, para se adaptar a um ambiente, isso pode trazer problemas, na hora que você chegar ao outro ambiente. Mentir? Também não é legal, é? E também pode ter consequências depois! Assumir sua opinião verdadeira, no ambiente contrário? Ixi, é capaz até de dar divórcio! Ficar em cima do muro? Capaz de desagradar aos dois lados…

E o pior de tudo que isso é só por causa de um bando de não-vou-nem-dizer-o-quê que não estão nem aí para a gente! Não querem saber se a gente vive, se a gente morre, se come, se sofre… Pagando os impostos e votando, tá bom!

Quando eu era mais novo, o pessoal falava que o brasileiro tinha que se envolver mais com política, participar mais da política,…
Trinta anos depois, me parece que isso deu MUITO errado!

P.S.: o uso do verbo “torcer” é proposital – afinal, assim como os times de futebol, os políticos são todos iguais, só muda a cor da camisa! #prontofalei

De volta aos fios

E, em pleno 2020, eu me pego de volta aos fios.

Não vou mentir: eu AMO tecnologia! Se eu pudesse, só teria o que há de mais novo e moderno em smartphones, computadores, TVs,…

Só que, outro dia, não só acabou a pilha do meu teclado sem fio, como o mouse sem fio começou a dar mau contato nas pilhas! E bem na hora que eu estava trabalhando!

Por sorte, fuçando no meu armário de eletrônicos, eu encontrei mouse e teclado com fios, além de um hub USB! Consegui voltar a trabalhar na hora!

Mas, aí, aconteceu: eu carreguei as pilhas e, na hora que fui pôr o conjunto sem fio para funcionar, me caiu a ficha: o com fio estava funcionando direitinho! É claro que eram mais dois cabos na mesa, mas, honestamente, resolvi isso passando os dois por trás do monitor! Claro que quem olhar atrás do monitor vai ver uma bagunça, mas o mouse não está prendendo, do jeito que eu deixei o cabo, e o teclado não precisa sair do lugar, mesmo… Sem falar que eu não preciso ficar recarregando pilhas toda hora! Posso guardá-las para uma hora que eu REALMENTE precise delas!

Bom, então, a menos que você precise ficar usando seu conjunto de mouse e teclado em lugares diferentes, toda hora, que tal economizar dor de cabeça e energia? Use com fio e seja feliz!

*****

Agora, fones de ouvido…

Ah, fones de ouvido…

FONES DE OUVIDO!

FONES

DE

OUVIDO!

OUVIDO, FONES DE!

Aí, eu me rendo! Pode ter que ficar na tomada, pode ficar sem bateria na pior hora, mas

FONES

DE

OUVIDO

Só wireless!!!

Não, na boa: eu passei a minha vida com fio de fone de ouvido quebrando, dando mau contato em plugue, ficando preso em banco de ônibus… sem falar das vezes que eu precisei mover a cabeça e joguei alguma coisa no chão, por causa do fio! Então, sim, no caso dos

OUVIDO

DE

FONES

Livre-se dos fios e seja feliz!

E, sim, eu tenho um iPod que não tem Bluetooth, eu sei que vou sempre precisar de um fone de reserva, por mais vagabundo que seja, para quando acabar a bateria no meio do caminho, mas eu prefiro! Andar no ônibus e no metrô e não ficar prendendo o fio em toda parte, poder mexer a cabeça, quando alguém te chamar, e não derrubar nada, nem ficar com a cabeça presa, nem quebrar o fio…

Isso é vida!!!

Menos podcasts

Pois é… Estamos no meio da pandemia do COVID-19. Minha esposa e eu estamos trabalhando de casa faz mais de um mês.

Não vou ficar dissertando sobre tudo o que mudou por causa do isolamento e talz, mas teve um aspecto sobre o qual deu vontade de escrever: podcasts.

Desde que eu conheci a mídia podcast (e isso tem uns quinze anos, sei lá), com os saudosos ADD e O Mundo de Aline, eu me tornei ouvinte assíduo! Para mim, qualquer pessoa poder pegar o microfone e falar para o mundo era sensacional! E com uma vantagem outra: eu podia ouvir onde eu quisesse – de que tivesse baixado antes de sair, claro (era outra época…).

Naquela época, eu morava em São Bernardo do Campo (SP) e trabalhava em São Paulo – por dia, eu ficava mais de três horas no transporte público! Dava para ouvir muita coisa!

Há quase onze anos, eu me mudei para Sampa e fiquei mais perto do trabalho. Mas ainda ouvia muitos podcasts, inclusive fazendo minhas caminhadas por aí. Há uns quatro anos, o escritório mudou de lugar e ficou ainda mais perto de onde eu moro. Mas, ainda assim, podcasts, podcasts, podcasts!

Só que, agora, isso mudou.

Eu sou tradutor. Pela natureza do meu trabalho, é raro, realmente raro eu poder ouvir podcasts enquanto eu trabalho. Beeeeeem às vezes, quando é uma coisa que eu já sei de cor e salteado, uma coisa mais técnica, do tipo “aperte este botão e aguarde”, até dá para ouvir. Mas, na maioria das vezes, não dá. A não ser que seja um podcast de música, com o apresentador anunciando e desanunciando, apenas, ou fazendo comentários breves entre as músicas (caso de um dos meus favoritíssimos atuais, o 80 Watts). Não sendo isso, eu ouço durante o meu trajeto de/para o trabalho. Ou lavando louça, ou tomando banho (que não são o ideal).

Para resumir uma longa história: hoje, eu desassinei quase todos os podcasts do meu Pocket Casts! E, o motivo, vocês já sacaram: simplesmente, não tenho tempo para ouvir! Na semana passada, eu simplesmente demorei SEIS DIAS para ouvir um podcast de UMA HORA E MEIA! É, estou ouvindo em fascículos! É muito ruim!

Agora, o que eu fiz? Passei tudo para o Google Chromecasts! Ele não me manda avisos (não sei se dá para configurar isso) e não baixa automaticamente os novos episódios! Nas raras vezes que sobra um tempo, eu vou lá e ouço uma “parte” do episódio. Com a vantagem de que dá para retomar a audição em mais de um dispositivo, do mesmo ponto.

Mas, como a diferença entre “cômico” e “cósmico” é a letra “S” (e, no Brasil, o acento), justo ontem, que eu sentei para escrever isto, consegui ouvir dois podcasts inteiros, o Tecnocast e o Confins do Universo…

De qualquer forma, vou continuar ouvindo e curtindo essa mídia, claro! Na verdade, estou até com vontade de fazer o meu podcast!

Agora, caramba, se eu não estou com tempo para ouvir, como vou gravar um?

***

Ah, sim, os podcasts citados aqui:

O Tecnocast é o podcast do Tecnoblog, meu veículo de tecnologia favorito e que acompanho há anos! O site está aqui, e dá para ouvir o podcast lá e aqui.

O Confins do Universo é o podcast do Universo HQ, um site de quadrinhos que acaba de fazer 20 anos (e que eu acompanho desde quase o início)! O site é este, e também dá para ouvir no site e aqui.

E tem os podcasts musicais:

O 80 Watts mostra os artistas que NÃO fizeram sucesso nos anos 80, aquelas gravações que uma ou outra pessoa ouviu, mas que mereceriam melhor destino, porque eram músicas bacanas! E tem coisas do mundo todo! Além disso, tem uma família de podcasts, com o Cineclube 80, que fala de filmes da época, o Resumo do Som, que fala sobre uma música específica de sucesso, e o 80 Whats?, que fala um pouco sobre a cultura da melhor década! Para ouvir tudo isso, vem aqui!

O Alternative 80’s é um podcast com muita música em versões alternativas ou mesmo músicas que não fizeram tanto sucesso lá nos EUA. Ouça aqui.

E tem um 80’s Underground, que, apesar do nome, não é tããããão underground assim! E, na verdade, trata-se de um programa de rádio distribuído em formato de podcast, após sua exibição. Para ouvir, cola aqui!

E, sim, claro, tudo isso está no Google Podcasts, também!

Boa audição!

Não tem mais algodão doce…

Sábado passado (28), eu fiquei sabendo que tinha morrido o Daniel Azulay.

Quando eu era pequeno, eu assistia ao programa dele, nas tardes da TV Bandeirantes. Eu gostava bastante, me divertia bastante. Ele contracenava com as personagens da Turma do Lambe-lambe, que eram atores fantasiados de animais antropomórficos.

Lembro da Xicória, do Piparote… Acho que esse não era animal, era humano, mesmo…

Minha memória não está vindo. Vou dar uma olhada no LP, daqui a pouco.

Sim, eu ainda tenho o LP. Era uma história do programa entremeada de músicas, com as vozes do elenco. Não ouço há décadas (literalmente). Na época, eu quase furei o disco, de tanto ouvir.

Ei-lo:

Tomei um susto quando vi que o disco era de 1980. Eu achava que era um pouco depois…

Lembro que o Azulay ensinava a gente a fazer brinquedos com embalagens de Danone, Yakult… Eu fiz alguns. Nunca fui bom com atividades manuais. Para desgosto das minhas professoras de Educação Artística.

Eu não lembro se passavam desenhos animados, no programa. Mas eu lembro que tinha uma revista em quadrinhos com a Turma, e eu lia.

Também não lembro quando foi que eu parei de assistir. Se foi por o programa sair do ar ou por eu ter crescido.

Muitos anos depois, zapeando canais, já adolescente, topei com um programa dele, num sábado de manhã, não lembro em que canal. Ele estava mais velho, mas com a mesma roupa colorida, os mesmos óculos redondos, o mesmo sorriso.

Outros tantos anos depois, numa Bienal do Livro, eu estava subindo uma escada, meu pai atrás de mim, quando ele me pergunta se eu tinha visto quem tinha passado ao meu lado. Eu respondo que não, e ele diz “Era o Daniel Azulay, que você via na TV!”. Olhei para trás, mas não consegui vê-lo.

E, agora, ele se foi.

Eu ainda não tive coragem de ler nenhuma reportagem. Já vi que ele até tinha um canal no YouTube. Parece que tinha até animação da Turma do Lambe-lambe. Talvez, daqui a alguns dias, eu vá dar uma olhada. Agora, está muito dolorido.

Só sei que foi uma pancada. Aliás, duas: a perda de um símbolo da minha infância e mais um efeito desta maldita epidemia em nossas vidas. Uma pancada daquelas que só a vida sabe dar. Que a vida gosta muito de dar.

Descanse em paz, Daniel Azulay. Obrigado por tudo. E me desculpe por ter crescido (em que pese que isso não foi culpa minha…)

Passear

Passear.

Passear na linda tarde veranil de sexta.

Passear apesar de a Realidade dar uma rasteira a cada três passos.

Passear porque só temos a Realidade.

Passear ouvindo música na sexta de tarde.

Passear.

(Dedicado a Neil Peart)