Programas de rádio

Sabem, apesar de ser assinante do Google Music (que será substituído pelo YouTube Music, já em operação, na verdade) e de ter um monte de MP3s no meu celular, eu ainda gosto muito de ouvir rádio. É mais legal do que, simplesmente, deixar alguma coisa rodando no shuffle. Por quê? Por conta do elemento humano. Tem alguém lá do outro lado. Especialmente quando eu morava sozinho, o rádio me fez muita companhia. E, mesmo hoje, de vez em quando, ainda gosto de ouvir, mesmo já não sendo mais sozinho.

Falei tudo isso porque, neste mês e meio de 2019, já teve duas baixas dentre os programas de rádio que eu ouvia.

Um deles é o Lado 2, que passava na Roquette Pinto, rádio do Rio de Janeiro. Olha, confesso que eu não ouvia ao vivo, via broadcasting, mas via MixCloud, online, depois. Mas, ainda assim, é chato saber que não está mais no ar. Felizmente, o Lado 2 ainda está no ar, graças à Internova Web Radio (passa às sextas de noite aqui) e ainda pode ser ouvido depois na Mixcloud.

O outro é o Oxydance, que estaria fazendo 30 anos neste ano e já foi de rádio em rádio, e acaba de ser vítima do fechamento da rádio Estilo FM (a frequência deles, a 92,5, agora está com a KISS FM, aqui de São Paulo, que estava nos 102,1). Nesse caso, o programa está fora do ar, mesmo, sem opção online. Para quem gosta de rádio, o depoimento do apresentador do Oxydance, o Carlinhos, é de dar lágrimas (e pode ser visto/ouvido aqui).

Alguém disse que esse tipo de programa não tem mais espaço no rádio. Tenho medo disso, honestamente, numa época em que a moda é nivelar por baixo. Mas, felizmente, ainda há muitos programas nas rádios por aí, como os que a própria KISS FM têm, na faixa do meio-dia, a saber: Gasômetro, às segundas; Filhos da Pátria, às quartas; e Bem que se KISS, às quintas. Na Energia 97, tem o Energia na Veia (tem um trocadilho, aí, pois pronuncia-se “véia”). E tem tantos outros por aí, felizmente. E tem a questão dos podcasts que, de certa forma, são programas de rádio “independentes”, que a gente pode baixar e ouvir quando achar melhor.

Mas me preocupa, sabem, me preocupa ver dois programas (e uma rádio) serem limados do ar. Fico pensando se tem a ver com o crescimento do streaming. Pode ser, mas não sou entendido nisso.

O que eu quero, mesmo, é que o rádio continue.

UPDATE: A Estilo FM continua online, com Oxydance e tudo, no mesmo horário (19h, segunda a sábado), em estilo.fm.br! Menos mal!

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Retrospectiva 2018

Não fui um bom amigo.
Também não fui um bom sobrinho.

Espero ter sido um bom marido.
Espero ter sido um bom filho.
Espero ter sido um bom tio.
Espero ter sido um bom vizinho.

Agora, sem falsa modéstia, fui um bom tradutor! 😉
(E um bom ouvinte de podcasts, também!)

E até o ano que vem! Feliz 2019 para todos!

Música nova (e música antiga)

Ontem, para acompanhar o trabalho, acabei reovindo três discos novos, deste ano, mesmo, a saber:

Paul McCartney – “Egypt Station”

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Sir Paul McCartney em grande forma, com músicas caprichadas de amor, de protesto… Destaque para Dominoes e Back in Brazil.

KT Tunstall – “Wax”

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KT Tunstall de volta com pop-rock gostoso pra caramba! Destaque para Human Being, The Night that Bowie Died e The Mountain.
Oi? Não conhece KT Tunstall? Ah, conhece, sim! Lembra do filme O Diabo veste Prada? Lembra daquela música de abertura, Suddenly I see? Então, é dela mesma!

Muse – “Simulation Theory”

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Rock eletrônico da melhor qualidade! E com uma pitada maravilhosa de anos 80 – o que mais poderíamos querer? Destaques para Something Human e The Dark Side.

Maaaaas, ontem, também tem aniversário de dois discaços!

Engenheiros do Hawaii – “Ouça o que eu digo, não ouça ninguém”

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30 anos atrás, tivemos o prazer de ouvir Engenheiros do Hawaii mandando bem, como sempre! É o disco que tem Somos quem podemos ser – precisa mais? Mas tem muito mais, ouve lá!

Paul McCartney and The Wings – “Band on the Run”

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Reza a lenda de que, quando este disco foi lançado, há 45 anos, não houve críticas negativas! E, meu, de que jeito criticar esse disco, fodástico da primeira à última faixa? Começa com Jet, segue com a faixa-título… E, caramba, o destaque é o disco todo!

Boa audição pra vocês!

1988

Oi, gente!

Pois é, mais um 23 de outubro chegou! Mais cabelos brancos, mais rugas, mais saudades! E, felizmente, graças à Michele, mais alegria, também!

Mas, agora, eu queria voltar 30 anos.

Em 1988, eu estava na 7a série, morando e estudando em São Bernardo do Campo (SP). Eu estava com 13 anos, para fazer 14, e muita coisa estava acontecendo. Minha rádio de cabeceira era a Joven Pan 2 (100,9 FM). Foi um dos meus melhores anos.

Tanto foi, que eu sugeri ao Shi, do podcast 80 watts, que fizesse um especial sobre esse ano! E ele me convidou para mandar um áudio falando do por que eu gostava tanto de 1988!

O texto que eu mandei foi este aqui:

*****

Oi, gente! Meu nome é Fabiano, e estou aqui a convite do Shi, para falar um pouco de 1988.

Então, eu sou suspeito para falar de 88, porque foi um dos melhores da minha vida – aliás, o triênio 87-89 foi um dos melhores períodos da minha vida. Para fazer a transição para a música: foi nesse ano que eu ganhei meu primeiro gravador, uma penca de fitas K7, e comecei a fazer gravações de rádio FM, gravar as músicas da rádio! Eu ainda tenho essas fitas, aliás (estou digitalizando-as, ao ritmo de uma a cada 5 anos, mais ou menos).

Mas, enfim, falando do que realmente importa, que é a música, que ano foi 88, hein? Que ano! Tivemos o primeiro (para nós) disco do Information Society, tivemos o “Introspective”, do Pet Shop Boys, tivemos, nossa, tivemos o “Stay on These Roads”, do a-ha – o que iniciou o hype da vinda deles ao Brasil no ano seguinte, em março – , tivemos o “Viva Hate”, do Morrissey, o “Rattle and Hum”, do U2, teve The Church, teve Tracy Chapman, teve o “Bora-Bora”, dos Paralamas, o “Psicoacústica”, do Ira! (que eu só fui conhecer depois), O “Ouça o que eu digo, não ouça ninguém”, dos Engenheiros do Hawaii…

Olha, musicalmente falando, foi realmente incrível! Com certeza, a lista que eu passei aqui está prá lá de incompleta, mas vocês podem comentar aqui, no post do programa, falando de outros que eu não lembrei! E, agora, fiquem com o Shi, que vai se encarregar de levar a gente de volta para 30 anos atrás, em 1988!
Som na caixa, cara!

*****

Uma música que eu esqueci de citar foi “Groovy Kind of Love”, do Phil Collins, que eu ouvia direto! Assim como “I Should Be So Lucky”, da Kylie Minogue. E, putz, também esqueci de falar da revista Bizz Letras Traduzidas, que eu devorava!

Enfim, fora da música, teve coisas boas, também, mas o que eu queria mesmo trazer era isso.

Ah, para ouvir o podcast, clique aqui – ou já mande para o seu agregador de podcasts favorito aqui!

Fone de ouvido: “Para dias ruins”, Mahmundi (2018)

Quando os dias estão ruins, o que você faz?

A Mahmundi resolveu trazer as boas coisas: felicidade, amor, alegria. Que, sendo bem franco, é o que a gente precisa, nos dias ruins.

E tudo isso veio na forma de umas músicas bem legais – do que também precisamos em dias ruins!

E você? O que você faz nos seus dias ruins?

Ah, sim, o link para ouvir está aqui. Ou pode ser aqui, também.

Fone de ouvido: Engenheiros do Hawaii – “Acervo” (Coletânea, 1995)

Recentemente, fui convidado a participar de uma brincadeira no Facebook. Não sou muito fã dessas, ignoro uns 90% delas, mas preciso confessar que essa me interessou. Era para, durante dez dias, mostrar um disco que eu ainda ouvia, independente da época. Como é música, eu resolvi experimentar. E, olha, eu gostei dessa brincadeirinha, viu? Tanto que resolvi trazer o texto de um desses discos para cá.

(E quem leu o post imediatamente anterior a este vai ver que tem mais coisas envolvidas.)

Mas, enfim, trata-se uma coletânea, mas essa teve uma função especial!

acervo_engenheiros

Apesar de eu ser oitentista, foi só com este disco que eu comecei a gostar MESMO de Engenheiros do Hawaii!

Estava eu em casa, meio dos anos 90 (que teve alguns dos piores anos da minha vida, o triênio 93-95, e olha que teve o Tetra e o Plano Real!), quando a minha mãe volta do mercado com esse disco – na época, eles eram realmente baratos. E, aí, entra uma confissão: eu fui um dos que caiu naquele papo idiota da crítica musical de que EngHaw não era bom! É, eu sei, eu fui idiota, mesmo! Mas, quando a minha mãe chegou com esse disco, eu pensei, “nossa, há quantos anos não ouço Engenheiros!”. E pus o pra tocar!

Antes da metade do disco, eu já estava ajoelhado no chão, pedindo desculpas pra Gessinger, Licks e Maltz! E, com o passar dos anos, fui completando a discografia do grupo – hoje, tenho todos os discos deles, mais os solos do Gessinger! E ouço todos com BASTANTE frequência!

E, como eu já eu disse, gostei dessa brincadeirinha, viu? Vou dar uns pitacos musicais aqui, de quando em quando! Na verdade, tenho uns dois ou três discos de artistas novos que eu posso recomendar, só para trazer as coisas para os dias de hoje!

Vamos ver!

A loja de discos

E o tempo continua dando suas bordoadas…

Nesses dias, passei em frente a uma loja de discos que eu conheci na época do meu colegial e perto da qual, por coincidência, hoje moro, e a loja estava fechada. Mais uma loja de discos que se foi.

Eu não vou reclamar, porque, no fundo, eu participei disso: como era uma loja mais careira, eu mesmo só comprei coisas lá três ou quatro vezes. Eles tinham muitos importados, e fui lá que eu comprei o “Tripping the live fantastic”, CD duplo ao vivo do Paul McCartney, na época do lançamento (1991, se não me engano – aqui no Brasil, só saiu em CD simples). Depois, lembro de ter achado lá, depois de muito procurar em vários lugares, o segundo CD da Klébi, “Ilusão das Pedras”.

Mas, enfim, eu passei na frente da loja, e não tinha mais o letreiro deles na fachada.

De novo, assumindo a minha culpa nesse processo: assino o Google Play Music, embora ainda compre os álbuns de que eu mais gosto, mas em formato digital, porque não tenho mais espaço em casa (e não vamos nem falar da praticidade), mas eu tenho saudades, sim, de ir comprar discos em loja, ficar “passando” os discos, procurando…

Hoje, fora duas ou três lojas de rua, e uma loja ótima no Eldorado, só se vendem discos nas grandes magazines – que, sinal claro, nem se preocupam mais em ter grandes estoques e nem em organizar os discos para venda!

Claro que o importante é que a Música persista, que o meio é o de menos, no fundo.

Mas que isso é triste, ô, se é!