Momento leitura: Your Name (Kimi no na wa) 


Sabem aquelas histórias de troca de corpos? Tipo “Se eu fosse você” – e isso só para citar uma, porque existem milhares de filmes com esse tema (e acabo de saber de um quadrinho recém-lançado com esse tema, “Crosswinds”). E se eu te dissesse que dá para tirar algo legal disso?

O aparente milagre foi conseguido por “Your Name” (“Kimi no na wa”, no original), mais novo manga da Editora JBC. A história que me fez comprar um manga de novo após alguns anos…

Aliás, se fosse nos anos 90, e tivesse tanto manga nas bancas quanto hoje, eu iria à falência! Sério! Alguns títulos que eu queria, naquela época, até foram lançados aqui, como “Ranma ½”, “Magic Knight Rayearth”, “Card Captor Sakura” e talz, mas em um outro momento da minha vida, acabei não comprando… Mas eu confesso que ainda gostaria de ver, por exemplo, “Patlabor” ou “Oh! My Goddess” nas bancas! Mas eu não estou escrevendo isso para a JBC publicar. Se eu marcar a JBC (ou a Panini) aqui neste artigo, vai ser apenas coincidência. Ou a NewPop! É!

Mas, enfim, o que “Your Name” tem de diferente? Bom, é uma guria que troca de corpo com um guri – por vontade da garota, que quer ser um homem (a cara do Século XXI!) em Tóquio, mas isso não é permanente. Acontece a cada dois ou três dias, na hora que eles dormem – cada um fica um dia no corpo do outro. Ah, sim: ela mora numa cidadezinha do interior do Japão, ele, em Tóquio, claro (coitado, entrou de gaiato nessa…). E essa é uma das coisas mais legais da história: como um mora muito longe do outro, eles não se encontram – ficam deixando mensagens, diários, fazendo perguntas, se conhecendo indiretamente, digamos. E vão aprendendo – ela, a vida na cidade, ele, os costumes do interior.

De qualquer forma, é uma história muito legal, nada realmente “OH, MEU DEUS, COMO EU VIVI SEM ISSO ATÉ HOJE?!?!?”, mas divertida! Já estou ansioso pelo número 2 (vão ser só 3).

Especialmente depois do último balão da última página do volume 1.

Especialmente depois disso!

P. S. : mais informações aqui

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Um pouco (ou muito) de Brasil

Teve um fim de semana em que a Mi e eu, por coincidência, acabamos nos aprofundando um pouco em Brasil – o país, o assunto! Foram dois filmes e um livro mostrando uma fatia do que o Brasil foi, é e, pelo jeito, vai continuar sendo…

Mas, enfim, eu achei interessante, e acho que vale a pena compartilhar, nem que seja só um pouquinho!

GETÚLIO

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Um baita elenco, um momento pra lá de complicado, e um belo filme!

Getúlio mostra os últimos dias de governo e de vida de Getúlio Vargas, interpretado por Tony Ramos: a partir da tentativa de assassinato de Carlos Lacerda (Alexandre Borges), as coisas começam a degringolar para Vargas, que, primeiro, perde o apoio nas ruas e, depois, nos quartéis. Tudo isso com muitas coisas acontecendo nos bastidores! Se você acha que o Brasil mudou desde aquela época, talvez tenha uma surpresa desagradável…

Agora, eu vou estudar mais sobre essa época e sobre esse filme, também, ver em que ele foi baseado, digo, se foi em algum livro, para saber se realmente dá para confiar na exatidão de alguns detalhes, alguns fatos. E o que mais me marcou, desses fatos, é uma hora que Getúlio diz que já tinha rasgado a Constituição duas vezes e não ia rasgar a terceira!

Tipo… ele disse isso mesmo? E, se ele disse, por que ele não rasgou pela terceira vez, enquanto ainda tinha o apoio dos militares, quando teve chance?

MULHERES NO PODER

MULHERES-NO-PODER

Num futuro não muito distante (ou talvez distante, mas vejam o filme até a última cena e entenderão), os principais cargos políticos do Brasil são ocupados por mulheres. E o barato do filme é mostrar que, bem, isso não faria diferença alguma – as maracutaias, os favores, o “por baixo dos panos”, está tudo lá, exatamente como já é!

E a supracitada última cena é um senhor tapa na cara de quem ainda acredita neste país – especialmente a última fala, examinada no contexto do que acontece no filme!

TODOS CONTRA TODOS – O ÓDIO NOSSO DE CADA DIA

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Este foi o mais forte. É um livro do professor e filósofo Leandro Karnal (que deu aula para mim na Ibero, em 1998 e 99 – e foi um dos melhores professores que já tive na vida!) tratando de como a polarização política está se dando no Brasil, por que está se dando e, na verdade, também tratando de por que o Brasil é do jeito que é no campo político.

(Spoiler: os políticos são corruptos porque o povo é corrupto! E o professor Karnal explica o tal mito do brasileiro ser o “homem cordial”, que é muito mal interpretado.)

E mais uma coisa: partindo dessa situação, da “torcida de futebol” em que se tornou o debate político de hoje, ele explica por que – no Brasil e no mundo – existem os ódios. E, olha, é de acabar com qualquer esperança! O último capítulo até que sugere duas soluções mas, pra ser sincero, podemos tirar o cavalinho da chuva!

O melhor do Brasil pode até ser o brasileiro. Mas o pior do Brasil é o brasileiro.

É…