O Brasil de chuteiras, tênis, raquetes,… ou não!

Sabem, eu sou da época em que defender a seleção do próprio país era considerado (oficialmente) a maior honra para um esportista. Claro que esse tempo já passou, mas eu ainda não consigo deixar de ficar chateado com algumas coisas.
Por exemplo, tivemos o caso de jogadores de basquete que se recusaram a defender a seleção brasileira, no pré-olímpico, alegando vários motivos, quando, no fundo, se trata de não querer defender a seleção. Esses atletas jogam na NBA, considerada a melhor liga de basquete do planeta. Precisam da seleção? Eles acham que não!
Outra coisa que ando ouvindo muito por aí é que a Copa América de Futebol atrapalha os times, que tem que ceder jogadores para a seleção, ficando desfalcados em pleno Campeonato Brasileiro! Opa! Ok, concordo que os times têm um problema (que, aliás, se deve à CBF e seus calendários), mas, caramba, o que é mais importante? Pois, para meu imenso desgosto, tenho ouvido que o mais importante são os times! E tenho ouvido isso tanto de torcedores, que não gozam muito do meu respeito, quanto de comentaristas esportivos que gozam do meu respeito (e de outros que não)! Eu já ouvi gente dizendo que vai torcer pro Brasil ser eliminado logo, pros jogadores poderem voltar pros times!!
É o fim da picada!
E tudo isso amparado pelo raciocínio muito em voga, hoje, de que uma seleção NÃO É o país. Hum… Putz, isso daria uma discussão de anos, aqui…
Eu fico pensando: que bandeira é hasteada, quando uma seleção ganha? Que hino que toca, antes do jogo? Por outro lado, temos vários e vários casos de atletas que trocam de nacionalidade para poder defender outra seleção que não a de seu país – e poder faturar em cima disso! Como se estivessem trocando de clube!
Já disse, eu sou de outra época: para mim, quando a seleção brasileira entra em campo, não interessa que esporte seja, é o meu país, sim, que está lá! É para eles que eu torço, é por eles que eu me emociono. Deixar de participar da seleção porque o time que está pagando não quer ou porque o próprio atleta não se interessa mais – afinal, já está jogando no exterior, e seleções, hoje, servem mais como vitrines – é falta de patriotismo, sim!
Mas esta é a época do “patriotismo não paga mercado” e de times mais importantes do que seleções. Vou ter que me acostumar.
Só que jamais vou gostar! E me perdoem, torcedores, por seus importantíssimos times ficarem sem seus craques, mas eu vou continuar torcendo – sim, eu também sou torcedor! – pela seleção na Copa América – assim como estou torcendo pro Brasil no Mundial Feminino e também no Sub-17! Assim como eu torci pro Santos, na final da Libertadores – afinal, era o time brasileiro na final da competição!
É, eu sou de outra época!
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