Fone de ouvido: Engenheiros do Hawaii – “Acervo” (Coletânea, 1995)

Recentemente, fui convidado a participar de uma brincadeira no Facebook. Não sou muito fã dessas, ignoro uns 90% delas, mas preciso confessar que essa me interessou. Era para, durante dez dias, mostrar um disco que eu ainda ouvia, independente da época. Como é música, eu resolvi experimentar. E, olha, eu gostei dessa brincadeirinha, viu? Tanto que resolvi trazer o texto de um desses discos para cá.

(E quem leu o post imediatamente anterior a este vai ver que tem mais coisas envolvidas.)

Mas, enfim, trata-se uma coletânea, mas essa teve uma função especial!

acervo_engenheiros

Apesar de eu ser oitentista, foi só com este disco que eu comecei a gostar MESMO de Engenheiros do Hawaii!

Estava eu em casa, meio dos anos 90 (que teve alguns dos piores anos da minha vida, o triênio 93-95, e olha que teve o Tetra e o Plano Real!), quando a minha mãe volta do mercado com esse disco – na época, eles eram realmente baratos. E, aí, entra uma confissão: eu fui um dos que caiu naquele papo idiota da crítica musical de que EngHaw não era bom! É, eu sei, eu fui idiota, mesmo! Mas, quando a minha mãe chegou com esse disco, eu pensei, “nossa, há quantos anos não ouço Engenheiros!”. E pus o pra tocar!

Antes da metade do disco, eu já estava ajoelhado no chão, pedindo desculpas pra Gessinger, Licks e Maltz! E, com o passar dos anos, fui completando a discografia do grupo – hoje, tenho todos os discos deles, mais os solos do Gessinger! E ouço todos com BASTANTE frequência!

E, como eu já eu disse, gostei dessa brincadeirinha, viu? Vou dar uns pitacos musicais aqui, de quando em quando! Na verdade, tenho uns dois ou três discos de artistas novos que eu posso recomendar, só para trazer as coisas para os dias de hoje!

Vamos ver!

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A loja de discos

E o tempo continua dando suas bordoadas…

Nesses dias, passei em frente a uma loja de discos que eu conheci na época do meu colegial e perto da qual, por coincidência, hoje moro, e a loja estava fechada. Mais uma loja de discos que se foi.

Eu não vou reclamar, porque, no fundo, eu participei disso: como era uma loja mais careira, eu mesmo só comprei coisas lá três ou quatro vezes. Eles tinham muitos importados, e fui lá que eu comprei o “Tripping the live fantastic”, CD duplo ao vivo do Paul McCartney, na época do lançamento (1991, se não me engano – aqui no Brasil, só saiu em CD simples). Depois, lembro de ter achado lá, depois de muito procurar em vários lugares, o segundo CD da Klébi, “Ilusão das Pedras”.

Mas, enfim, eu passei na frente da loja, e não tinha mais o letreiro deles na fachada.

De novo, assumindo a minha culpa nesse processo: assino o Google Play Music, embora ainda compre os álbuns de que eu mais gosto, mas em formato digital, porque não tenho mais espaço em casa (e não vamos nem falar da praticidade), mas eu tenho saudades, sim, de ir comprar discos em loja, ficar “passando” os discos, procurando…

Hoje, fora duas ou três lojas de rua, e uma loja ótima no Eldorado, só se vendem discos nas grandes magazines – que, sinal claro, nem se preocupam mais em ter grandes estoques e nem em organizar os discos para venda!

Claro que o importante é que a Música persista, que o meio é o de menos, no fundo.

Mas que isso é triste, ô, se é!

Eleições… blargh!

Pois é, chegou o momento de irmos até as urnas de novo e tentarmos eleger o menor dos males! Com ênfase em “tentarmos”. Provavelmente, não vamos conseguir. Até porque é difícil ver quem é o pior!

Eu ainda não decidi em quem votar, nem pra prefeito, nem para vereador. Acho que vou usar a caminhada até o meu local de votação para ir, tipo, excluindo opções, torcendo para ver se sobra alguma. Isso pra prefeito, claro… Pra vereador, até tenho um ou dois nomes, mas, honestamente… Sei não!

De qualquer forma, a minha torcida é que para que passem logo essas eleições, porque está um saco tanta mentira, tanta discussão! Mas, só para desabafar, vou deixar uma coisinha, aqui:

É, eu sei, se anular, os outros é que vão escolher por você, estou deixando o meu poder de escolha de lado, etc, etc, etc…

Mas, honestamente, votar em quem? Pelo menos, se eu anular ou votar em branco, ninguém pode me culpar pela merda que vai dar (e sempre dá)!

Mas, vamos ver, ainda não bati o martelo disso…

Letras traduzidas – KT Tunstall, “(Still a) Weirdo”

(Still A) Weirdo
(Ainda um) cara esquisito

Now I know
Agora eu sei
I took for granted
Eu tinha certeza absoluta
That things would always go
De que as coisas sempre seriam
The way I wanted
Do jeito que eu queria
I was going to be a treetop
Eu ia ser o maioral
A sea, a boat
Um oceano, um navio
A rock of ages
Algo para durar para sempre

I don’t always get it right
Nem sempre eu entendo tudo direito
See it in a different kind of light
Eu vejo as coisas de um jeito diferente

Pay my lip service
Vou fingir que concordo
Keep it eloquent
Manter a eloquência
Optimistic but
Ser otimista, mas
Never quite elegant
Nunca tão elegante
Still a weirdo
Ainda um cara esquisito
Still a weirdo
Ainda um cara esquisito
After all these years
Após todos esses anos

I’d always thought
Eu sempre pensei
It was automatic
Que seria automático
To grow into
Crescer até
A soul less static
Virar uma alma menos estática
But here I am upon the same spot
Mas estou aqui, no mesmíssimo lugar,
Attempting to lift off
Tentando levantar vôo
Into space
E chegar até o Espaço

I don’t always get it right
Nem sempre eu entendo tudo direito
But a thousand different ways
Mas, de mil jeitos diferentes,
And I just might
Eu até poderia

Pay my lip service
Fingir que concordo
Keep it eloquent
Manter a eloquência
Optimistic but
Ser otimista, mas
Never quite elegant
Nunca tão elegante
Still a weirdo
Ainda um cara esquisito
Still a weirdo
Ainda um cara esquisito
After all these years
Após todos esses anos
(in Tiger Suit, 2010)

Alma de borracha

Oi, gente.
Fiquei sabendo hoje de tarde: morreu Norman Smith, engenheiro de som do disco "Rubber Soul", dos Beatles!
Agora, outra coisa que acabei de saber é que existiu um Norman Smith! Confesso que eu até leio os créditos dos discos, mas não fico decorando nomes. E meus conhecimentos de Cultura Pop estão aquém do recomendável!
Mas eu fiquei bem triste! Quer dizer, o cara trabalhou num dos meus discos favoritos dos Beatles (e favorito do meu pai). É um pouco da minha história, mesmo que eu não soubesse dela!
O que vou fazer é pegar o "Rubber Soul" e ouvir! Acho que Smith gostaria dessa pequena homenagem!
FUI!