2013, cinco anos depois

Hoje, vi portais dando conta de que faz cinco anos que teve o maior protesto, ou o mais importante, daquele monte de protestos de 2013. Alguns desses portais chamavam a atenção para todos os que se feriram na ocasião.

Pena que eles se feriram por nada.

Eu me lembro de ter ficado com esperança, nessa época. De ver toda aquela movimentação e ter pensado “agora, vai”! Eu até escrevi, aqui no meu blog, um texto, acompanhando da música “Será”, da Legião Urbana, para ilustrar a situação.

Pena que escrevi por nada.

Porque, nas eleições do ano seguinte, todo mundo que estava no poder foi reeleito!

Que coisa, né? A situação estava tão ruim, mas tão ruim, que a presidente foi reeleita, o governador aqui de São Paulo foi reeleito…

Lembram desta charge?

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Foi exatamente isso que aconteceu… Não teve voto de protesto, não teve novos nomes… Teve a repetição do que estava, a manutenção do que estava!

E teve uma coisa muito pior, que eu já falei aqui, inclusive, no post anterior a este: foi aí que nós nos dividimos em torcidas de partidos políticos! Foi aí que começamos a brigar uns com os outros por qualquer motivo, válido ou não! E foi a partir daí que as passeatas começaram a ficar tão comuns, mas tão comuns, que elas passaram só a ser uma perturbação no trânsito, inócuas além disso, em 99% dos casos! E começaram as passeatas por motivos quaisquer: “Marcha da Maconha”, “Marcha das Vadias”, teve até a “Marcha dos Bons Drink” (sic), lembram-se?

Quanto a mim, essa foi a última vez que eu tive esperança de que o Brasil ia engrenar. Eu me lembro de uma amiga minha, me avisando que não ia dar nada, que era Brasil, que não ia mudar nada… Eu devia ter ouvido!
Afinal, o que mudou, mudou para pior!

E, podem rir, mas o último prego nesse caixão foi dado pouco mais de um ano depois, no 7×1!
Afinal, se a gente estragou até o nosso futebol, o que a gente não pode estragar?

Não tenho mais fé no Brasil, não!

Fé nenhuma!

2013 foi à toa. 2018 também será.

NOTA RIGOROSAMENTE NADA RELACIONADA

Parece que foi ontem, mas já se passaram quatro anos!

E amanhã, lá vamos nós de novo! Mais uma Copa do Mundo!

Espero que não tenha um novo 7×1… Na boa, se a gente conseguir ficar entre os quatro primeiros, mas sem passar tanto vexame, já está ótimo! Chega de ser desclassificado nas quartas!

P..S.: quem quiser ler o post ingênuo de 2013, é só clicar aqui!

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Retrosp… ah, tô fora!

Oi, gente!

Olha, que aninho foi 2016, hein? Eu lembro que, no início do ano, tinha gente fazendo a piada que 2016 era, na verdade, um 2015S (referência a modelos de celular que mudam pouco de um ano para outro) – afinal, já no dia 8 de janeiro, perdemos David Bowie…
Agora, vendo como estão as coisas por aí, eu já tenho é certeza de que 2017 vai ser um 2015SE…

Enfim, eu resolvi me abster de lembrar os fatos do ano, para não ficar com depressão, nem causar depressão em ninguém!

Aliás, eu tenho certeza de que só escapei de um ano terrível por causa desta mocinha maravilhosa, aqui:

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Porque, olha, no começo do ano, eu estava tão mal, mas tão mal, que eu tinha certeza que eu ia acabar matando alguém! Mas eis que a Michele chegou e pôs ordem na casa! 🙂

Mas, para não dizer que não falei das flores, vou colocar aqui alguns dos episódios de podcast mais legais que ouvi este ano!

Podcast é vida, gente!

Confins do Universo – Doutor Estranho

Confins do Universo – Quadrinhos Bonelli

Papricast – Stranger Things

Papricast – Os Camaleões do Cinema

Papricast – Guilty Pleasures

Café Brasil – Hallelujah

Café Brasil – Rabarbaro

Radiofobia – Imitadores, quem sois vozes? (2)

Radiofobia – Meninos que não cresceram

Radiofobia Classics – a-ha

Radiofobia Classics – Belchior

Radiofobia Classics – David Bowie

Nossa, acabo de perceber que ouvi MUITO podcast, neste ano – e pretendo continuar, diga-se de passagem! Haja tempo para ouvir, ler, assistir, passear, namorar, trabalhar, comer, dormir… Mas dá-se um jeito!
Eu espero!

E, sabem, eu até gostaria de fazer podcast, mas, honestamente, não tem um assunto que  eu domine taaaaaaaaanto assim, pra eu poder me meter a isso!
Tipo, se eu realmente fosse meter as caras, ia ser uma coisa mais roots, sem edição (até porque não tenho tempo)… sei lá, bolar um pequeno roteiro e sair falando… Sem falar da periodicidade! A julgar pela frequência com que escrevo aqui, iam sair só uns dois ou três por ano!
Isso, com sorte!

Mas, enfim, estamos já na hora de preparar o calendário do ano que vem! Espero que 2017 seja maravilhoso para todos! Que os seus desejos BONS se realizem!
Ah, só uma dica: nada de resoluções de ano novo que não dá para cumprir, ok? 😉

Feliz Ano Novo!

Adolescência (?)

Me ocorreu uma coisa, recentemente… quer dizer, era uma ideia que estava ricocheteando na minha cabeça, mas, aí, veio o tal do Brexit, essa confusão toda na Turquia, e eu achei que era isso, mesmo…

Será que a nossa sociedade está na adolescência?

Quer dizer, tem uns comportamentos que eu ando vendo, tipo… o famoso “mimimi”. Essa coisa que reclamar de tudo é coisa de adolescente. Questionar tudo o que está ao redor também – e eu vejo muito questionamento religioso, sexual, comportamental, ultimamente. Aliás, o “recorde”, até hoje, foi um moleque dizendo que “não aceita ser definido pelo que tem entre as pernas”… Alguém chame um professor de Biologia, rápido!

Que mais?… Ah, tem a questão de mudar por mudar, de seguir modinhas, de achar que dá para mudar o mundo com medidas inócuas (tipo as ciclovias)… Tipo um cara que pixa um protesto num muro e acha que o mundo será outro na manhã seguinte!

E teve o tal do Brexit! Olha, eu juro, essa me pegou de surpresa! Não que eu não estivesse acompanhando (embora não tenha me aprofundado muito nisso), mas a questão é que eu achei, no fundo, que o “Stay” (ficar) fosse ganhar! Eu até esperava algo equilibrado, mas, poxa, estamos no Século XXI, eu não esperava, mesmo, que uma ideia tão retrógrada fosse passar (e olha que eu sou bem conservador)! E passou! Aí, pensei, puxa, isso é de adolescente (antigo), querer ser rebelde, sair de casa, morar sozinho…

Aliás, eu fiquei bastante decepcionado com o Bruce Dickson, do Iron Maiden. Não que eu fosse um grande fã, tenho pouquíssima coisa deles, mas o cara me apoia o Brexit e ainda vem com um papo todo de “agora, a Europa vai ter que negociar com a gente”… Se bem que, parando para pensar, na vez que ele esteve aqui, fazendo palestra (numa Campus Party, se não me engano), eu já tinha pegado uma ou duas coisas meio “pra trás”, no discurso dele.

O que me lembra do Trump, nossa, tinha esquecido dele! Parece uma criança mimada, nem adolescente! Tipo, “tem que ser do jeito que eu quero e foda-se”! Desse cara, eu tenho até medo!

Mas, enfim, tudo isso, pra dizer que eu tenho a sensação de que nossa sociedade está passando por uma espécie de adolescência. Agora, o que me preocupa é que tem dois resultados possíveis para isso: ou o adolescente se lasca por causa da estupidez típica da fase, ou passa por isso e se torna adulto.

Qual será que seremos nós?