Música nova (e música antiga)

Ontem, para acompanhar o trabalho, acabei reovindo três discos novos, deste ano, mesmo, a saber:

Paul McCartney – “Egypt Station”

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Sir Paul McCartney em grande forma, com músicas caprichadas de amor, de protesto… Destaque para Dominoes e Back in Brazil.

KT Tunstall – “Wax”

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KT Tunstall de volta com pop-rock gostoso pra caramba! Destaque para Human Being, The Night that Bowie Died e The Mountain.
Oi? Não conhece KT Tunstall? Ah, conhece, sim! Lembra do filme O Diabo veste Prada? Lembra daquela música de abertura, Suddenly I see? Então, é dela mesma!

Muse – “Simulation Theory”

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Rock eletrônico da melhor qualidade! E com uma pitada maravilhosa de anos 80 – o que mais poderíamos querer? Destaques para Something Human e The Dark Side.

Maaaaas, ontem, também tem aniversário de dois discaços!

Engenheiros do Hawaii – “Ouça o que eu digo, não ouça ninguém”

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30 anos atrás, tivemos o prazer de ouvir Engenheiros do Hawaii mandando bem, como sempre! É o disco que tem Somos quem podemos ser – precisa mais? Mas tem muito mais, ouve lá!

Paul McCartney and The Wings – “Band on the Run”

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Reza a lenda de que, quando este disco foi lançado, há 45 anos, não houve críticas negativas! E, meu, de que jeito criticar esse disco, fodástico da primeira à última faixa? Começa com Jet, segue com a faixa-título… E, caramba, o destaque é o disco todo!

Boa audição pra vocês!

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1988

Oi, gente!

Pois é, mais um 23 de outubro chegou! Mais cabelos brancos, mais rugas, mais saudades! E, felizmente, graças à Michele, mais alegria, também!

Mas, agora, eu queria voltar 30 anos.

Em 1988, eu estava na 7a série, morando e estudando em São Bernardo do Campo (SP). Eu estava com 13 anos, para fazer 14, e muita coisa estava acontecendo. Minha rádio de cabeceira era a Joven Pan 2 (100,9 FM). Foi um dos meus melhores anos.

Tanto foi, que eu sugeri ao Shi, do podcast 80 watts, que fizesse um especial sobre esse ano! E ele me convidou para mandar um áudio falando do por que eu gostava tanto de 1988!

O texto que eu mandei foi este aqui:

*****

Oi, gente! Meu nome é Fabiano, e estou aqui a convite do Shi, para falar um pouco de 1988.

Então, eu sou suspeito para falar de 88, porque foi um dos melhores da minha vida – aliás, o triênio 87-89 foi um dos melhores períodos da minha vida. Para fazer a transição para a música: foi nesse ano que eu ganhei meu primeiro gravador, uma penca de fitas K7, e comecei a fazer gravações de rádio FM, gravar as músicas da rádio! Eu ainda tenho essas fitas, aliás (estou digitalizando-as, ao ritmo de uma a cada 5 anos, mais ou menos).

Mas, enfim, falando do que realmente importa, que é a música, que ano foi 88, hein? Que ano! Tivemos o primeiro (para nós) disco do Information Society, tivemos o “Introspective”, do Pet Shop Boys, tivemos, nossa, tivemos o “Stay on These Roads”, do a-ha – o que iniciou o hype da vinda deles ao Brasil no ano seguinte, em março – , tivemos o “Viva Hate”, do Morrissey, o “Rattle and Hum”, do U2, teve The Church, teve Tracy Chapman, teve o “Bora-Bora”, dos Paralamas, o “Psicoacústica”, do Ira! (que eu só fui conhecer depois), O “Ouça o que eu digo, não ouça ninguém”, dos Engenheiros do Hawaii…

Olha, musicalmente falando, foi realmente incrível! Com certeza, a lista que eu passei aqui está prá lá de incompleta, mas vocês podem comentar aqui, no post do programa, falando de outros que eu não lembrei! E, agora, fiquem com o Shi, que vai se encarregar de levar a gente de volta para 30 anos atrás, em 1988!
Som na caixa, cara!

*****

Uma música que eu esqueci de citar foi “Groovy Kind of Love”, do Phil Collins, que eu ouvia direto! Assim como “I Should Be So Lucky”, da Kylie Minogue. E, putz, também esqueci de falar da revista Bizz Letras Traduzidas, que eu devorava!

Enfim, fora da música, teve coisas boas, também, mas o que eu queria mesmo trazer era isso.

Ah, para ouvir o podcast, clique aqui – ou já mande para o seu agregador de podcasts favorito aqui!

Fone de ouvido: “Para dias ruins”, Mahmundi (2018)

Quando os dias estão ruins, o que você faz?

A Mahmundi resolveu trazer as boas coisas: felicidade, amor, alegria. Que, sendo bem franco, é o que a gente precisa, nos dias ruins.

E tudo isso veio na forma de umas músicas bem legais – do que também precisamos em dias ruins!

E você? O que você faz nos seus dias ruins?

Ah, sim, o link para ouvir está aqui. Ou pode ser aqui, também.

Fone de ouvido: Engenheiros do Hawaii – “Acervo” (Coletânea, 1995)

Recentemente, fui convidado a participar de uma brincadeira no Facebook. Não sou muito fã dessas, ignoro uns 90% delas, mas preciso confessar que essa me interessou. Era para, durante dez dias, mostrar um disco que eu ainda ouvia, independente da época. Como é música, eu resolvi experimentar. E, olha, eu gostei dessa brincadeirinha, viu? Tanto que resolvi trazer o texto de um desses discos para cá.

(E quem leu o post imediatamente anterior a este vai ver que tem mais coisas envolvidas.)

Mas, enfim, trata-se uma coletânea, mas essa teve uma função especial!

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Apesar de eu ser oitentista, foi só com este disco que eu comecei a gostar MESMO de Engenheiros do Hawaii!

Estava eu em casa, meio dos anos 90 (que teve alguns dos piores anos da minha vida, o triênio 93-95, e olha que teve o Tetra e o Plano Real!), quando a minha mãe volta do mercado com esse disco – na época, eles eram realmente baratos. E, aí, entra uma confissão: eu fui um dos que caiu naquele papo idiota da crítica musical de que EngHaw não era bom! É, eu sei, eu fui idiota, mesmo! Mas, quando a minha mãe chegou com esse disco, eu pensei, “nossa, há quantos anos não ouço Engenheiros!”. E pus o pra tocar!

Antes da metade do disco, eu já estava ajoelhado no chão, pedindo desculpas pra Gessinger, Licks e Maltz! E, com o passar dos anos, fui completando a discografia do grupo – hoje, tenho todos os discos deles, mais os solos do Gessinger! E ouço todos com BASTANTE frequência!

E, como eu já eu disse, gostei dessa brincadeirinha, viu? Vou dar uns pitacos musicais aqui, de quando em quando! Na verdade, tenho uns dois ou três discos de artistas novos que eu posso recomendar, só para trazer as coisas para os dias de hoje!

Vamos ver!

5 anos depois…

5 anos depois…

Dia 19 passado, fez cinco anos que meu avô José morreu. Parece que foi ontem, mas faz cinco anos. Ele estava a uns três meses de fazer 98 anos de idade. Eu lembro que eu brincava que eu queria fazer a festa do centenário dele no Parque Antártica, já que ele era palmeirense.

Mas, enfim, a ficha ainda não caiu pra mim. Tipo, as lembranças dele são diárias, e eu meio que preciso ficar me relembrando, sempre, que ele não está mais entre nós. E isso sempre dói.

Com todo o respeito a todos os meus familiares que já se foram, foi a morte que eu mais senti. Inclusive porque, no fundo, eu achava que meu avô era imortal.

Na boa, eu ainda acho.

Pra terminar, a foto dele que eu mais gosto e que, fácil, é uma das mais lindas que eu já tirei. O meu avô segurando a Rafaela, minha sobrinha. Bisneta dele.

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É, eu falhei em dar um bisneto a ele… Mas, enfim, eu falhei em um monte de coisas, vida afora.

Um pouco (ou muito) de Brasil

Teve um fim de semana em que a Mi e eu, por coincidência, acabamos nos aprofundando um pouco em Brasil – o país, o assunto! Foram dois filmes e um livro mostrando uma fatia do que o Brasil foi, é e, pelo jeito, vai continuar sendo…

Mas, enfim, eu achei interessante, e acho que vale a pena compartilhar, nem que seja só um pouquinho!

GETÚLIO

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Um baita elenco, um momento pra lá de complicado, e um belo filme!

Getúlio mostra os últimos dias de governo e de vida de Getúlio Vargas, interpretado por Tony Ramos: a partir da tentativa de assassinato de Carlos Lacerda (Alexandre Borges), as coisas começam a degringolar para Vargas, que, primeiro, perde o apoio nas ruas e, depois, nos quartéis. Tudo isso com muitas coisas acontecendo nos bastidores! Se você acha que o Brasil mudou desde aquela época, talvez tenha uma surpresa desagradável…

Agora, eu vou estudar mais sobre essa época e sobre esse filme, também, ver em que ele foi baseado, digo, se foi em algum livro, para saber se realmente dá para confiar na exatidão de alguns detalhes, alguns fatos. E o que mais me marcou, desses fatos, é uma hora que Getúlio diz que já tinha rasgado a Constituição duas vezes e não ia rasgar a terceira!

Tipo… ele disse isso mesmo? E, se ele disse, por que ele não rasgou pela terceira vez, enquanto ainda tinha o apoio dos militares, quando teve chance?

MULHERES NO PODER

MULHERES-NO-PODER

Num futuro não muito distante (ou talvez distante, mas vejam o filme até a última cena e entenderão), os principais cargos políticos do Brasil são ocupados por mulheres. E o barato do filme é mostrar que, bem, isso não faria diferença alguma – as maracutaias, os favores, o “por baixo dos panos”, está tudo lá, exatamente como já é!

E a supracitada última cena é um senhor tapa na cara de quem ainda acredita neste país – especialmente a última fala, examinada no contexto do que acontece no filme!

TODOS CONTRA TODOS – O ÓDIO NOSSO DE CADA DIA

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Este foi o mais forte. É um livro do professor e filósofo Leandro Karnal (que deu aula para mim na Ibero, em 1998 e 99 – e foi um dos melhores professores que já tive na vida!) tratando de como a polarização política está se dando no Brasil, por que está se dando e, na verdade, também tratando de por que o Brasil é do jeito que é no campo político.

(Spoiler: os políticos são corruptos porque o povo é corrupto! E o professor Karnal explica o tal mito do brasileiro ser o “homem cordial”, que é muito mal interpretado.)

E mais uma coisa: partindo dessa situação, da “torcida de futebol” em que se tornou o debate político de hoje, ele explica por que – no Brasil e no mundo – existem os ódios. E, olha, é de acabar com qualquer esperança! O último capítulo até que sugere duas soluções mas, pra ser sincero, podemos tirar o cavalinho da chuva!

O melhor do Brasil pode até ser o brasileiro. Mas o pior do Brasil é o brasileiro.

É…

90 anos, 100 dias, 15 dias, 7 anos

Dias movimentados, cheios de fatos, marcos,…

Minha avó fez 90 anos em maio passado. Há quase um mês, ela levou um tombo e quebrou o ombro.
O ombro até está melhorando, mas parece que ela envelheceu mais uns tantos anos, desde o acidente. E, na verdade, cada vez que olho para ela, parece que isso está se acelerando.
Dá medo, claro. Assim como deu medo quando meu avô começou a chegar perto do final.
Aprendizados? O que aconteceu com meu avô e, bem antes disso, o que tinha acontecido com a minha avó paterna, não me preparou para nada disso.
E, olha, a velhice é uma coisa muito humilhante! Pode até ser natural, mas é humilhante!
O duro é que a alternativa a ela é pior, beeeem pior…

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Na parte das notícias boas, 100 dias de namoro! Eu estava tão entretido, digamos, com tudo o que anda acontecendo, que eu nem fiz essa conta!
Ainda bem que a Michele lembrou! E ainda bem que ela está na minha vida! Porque, se não fosse ela,…
E que venham muitos mais 100 dias!

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Agora, no final, os Jogos Olímpicos deram certo, quem diria?

Que fique bem claro: sei que houve problemas, mas, comparado com o que eu esperava que fosse acontecer, olha, a gente saiu num lucro gigantesco!!

E, caramba, até o Ouro no futebol! Essa, eu não estou entendendo, até agora! Quer dizer, o Brasil não é mais o país do futebol faz um tempo (sejamos francos, vai!) e, justo agora, a gente consegue a medalha que está perseguindo há décadas! Vai ver que foi obra dos deuses, para compensar as pratas em 84 e 88, assim como a Copa de 94 foi para compensar a de 82.

(AH, FOI, SIM!!!)

Mas, infelizmente, esse ouro vai ter duas consequências ruins: uma, já tem gente falando que “o 7×1 é coisa do passado”. Não, gente, seleção olímpica e principal são coisas diferentes! O 7×1 é nosso presente e será nosso futuro, se as coisas não melhorarem lá na Casa Bandida do Futebol (e não vão melhorar).

Segunda, é que essa medalha é PÉSSIMA para o futebol feminino! A gente só lembra delas nas Olimpíadas, se elas garantissem um ouro, TALVEZ isso garantisse algo mais permanente, talvez o reconhecimento há tanto tempo merecido. Mas, não só elas acabaram ficando sem medalha alguma, após um início arrasador, como o masculino, após um início horroroso, finalmente chegou lá! Vai ser mais um argumento a favor do “futebol não é coisa de mulher”…

Sem falar na Marta e na Formiga, que, infelizmente, talvez tenham perdido sua última chance do ouro olímpico! Quer dizer, a Marta, nem tanto, estará com 34 em 2020, mas a Formiga já estará com 42…

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E já são 7 anos que eu me mudei pra São Paulo, que fui morar sozinho!
Olha, dá pra pegar as coisas que eu escrevi nos outros anos e repetir. É aquela coisa: tem horas que é bom, tem horas que é ruim.

Minha avó, aliás, sempre que alguém aparece com algo no número 7, diz que “sete é conta de mentiroso”. Não sei por que o pessoal cismou com o sete…
Mas eu lembro do Ultraseven!

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Seveeeeen, seveeeen, seveeeeeeeen…
SEVEN! SEVEN! SEVEN!

Aliás, já ansioso para Tóquio 2020!

Fui!