O inimigo do meu inimigo é meu amigo

Reta final de campeonato brasileiro, faltando só uma rodada, todo mundo
(bem, todo mundo que tem o mínimo de senso) aplaudindo a fórmula de
pontos corridos, quatro equipes disputando o título…
Opa! Eu disse "quatro equipes"?
Hum… Talvez não seja bem assim!
Vamos aos fatos: hoje, no jogo Corinthians 0 x 2 Flamengo, quatro coisas me pareceram interessantes:

– três jogadores do time paulista tiveram estiramento – inclusive o Ronaldo Gorducho
– o Defederico perdeu o gol mais feito da temporada

o goleiro do Corinthians, Felipe, não pulou para defender o pênalti que
resultou no segundo gol rubro-negro; aliás, o arqueiro até bateu
palmas, depois…
– a derrota do "Timão" prejudicou diretamente
Palmeiras e São Paulo – os dois maiores rivais históricos do time do
Parque São Jorge!

Agora, o Flamengo lidera e, claro, só depende
de si, na última rodada, contra o Grêmio, no Maracanã. Mas vejam que
interessante: o time gaúcho já anunciou que vai entrar com o time
reserva, por não ter mais pretensões na competição.
Até aí, tudo
bem, mas olhemos para a tabela: o atual vice-líder do Brasileirão é o
Internacional de Porto Alegre – o maior rival histórico do supracitado
Grêmio!
Bem, cada um pode interpretar os fatos da forma que lhe convier.
Eu já tenho a minha interpretação.

Enquanto isso, lá embaixo…

E
o Fluminense, hein? Confesso: eu já dava o time das Laranjeiras como
rebaixado faz tempo! Mas o tricolor calou a minha boca e a de
muuuuuuita gente e saiu da zona do rebaixamento! Ainda não está livre
de risco, mas as chances de eles permanecerem na primeira divisão são
muito boas!
Aliás, na verdade, mais do que um eventual título do
Flamengo, as duas histórias do campeonato devem ser mesmo a de
Palmeiras e Fluminense! Mas só vamos saber disso no domingo que vem!

FUI!

500 Dias com Ela (500 days of Summer, EUA, 2009, ***1/2)

A
primeira coisa que me motivou a assistir a
500 Dias com Ela
foi a sinopse: Tom (Joseph Gordon-Levitt), um rapaz que acredita no
amor, por ter crescido ouvindo Smiths, dentre outros, se apaixona por
Summer (Zooey Deschanel) – sim, o nome dela é esse mesmo – uma
moça que acha que essa coisa de amor é fantasia. Por que isso me
chamou a atenção? Mais sobre isso adiante.

O
filme, como o nome indica, mostra os 500 dias desse amor, ou melhor
da presença de Summer na vida de Tom, mas não linearmente – a
película vai e volta no tempo, mostrando os efeitos que ela tem
sobre ele: euforia, alegria, tristeza, desesperança, falsa
esperança, etc. Tom está apaixonado e quer algo sério, coisa com
que a garota não concorda, mesmo gostando dele.

Descrevendo
assim, não parece grande coisa, mas o grande lance é como o filme
foi realizado. Além da já citada não-linearidade, o diretor (Marc
Webb) não se envergonha de usar animação, tela dividida, grupos de
dança, preto-e-branco, recursos visuais, enfim, que contribuam para
contar a história e mostrar os sentimentos das personagens. A
criatividade do filme reside nessa parte, e é isso que faz dele um
filme interessante, ao contrário de outras comédias românticas (o
recente
Novidades no Amor
é um bom exemplo disso). Somam-se a isso, claro, as boas
interpretações: o elenco realmente captou o espírito de suas
personagens, que soam naturais. O único pecado do filme: ele força
um final feliz. Sim, eu gosto de finais felizes, mas dá pra perceber
claramente que o filme não estava indo naquela direção e alguém
fez uma curva repentina bem no final do caminho!

Agora,
respondendo à pergunta do primeiro parágrafo: me interessei por
esse filme porque ele era uma coisa meio impensado para mim!

Pessoal
da minha época, sejamos francos: vocês imaginariam, nos anos 80, em
1989, por exemplo, um filme em que ELA não acredita no amor e ELE
acredita? Em que ELA não quer um relacionamento sério e ELE quer?
Na boa, se esse filme fosse feito há 20 anos, a situação seria
inversa! E pois é: o filme acaba sendo até mais interessante para
quem já tem alguma idade, mostrando que, sim, as coisas mudaram, e
como mudaram!

De
qualquer forma, retrato de época ou não,
500 Dias com Ela
vale o ingresso e a pipoca! Boas interpretações, uma realização
criativa, um bom equilíbrio entre drama e humor e, antes de que eu
me esqueça, uma bela trilha sonora, indo de Smiths à Regina
Spektor! Ou seja, hora de desligar o computador e ir ao cinema! Boa
diversão!

Ironia (ou falta de sintonia)

Oi, gente!

Chegou hoje, às bancas, a Revista da ESPN Brasil. Hoje, também, a Amazon lançou a versão beta do Kindle for PC.

A
ESPN é a melhor emissora esportiva do país, com um corpo de
profissionais de primeiríssimo nível: Paulo Vinícius Coelho, Cledi
Oliveira, Paulo Calçade, Paulo Soares, Antero Greco, e por aí vaí! Eles
já tem dois canais de TV a cabo (estou considerando a ESPN
Internacional), uma rádio (a Eldorado/ESPN, que pode ser ouvida nos 700
kHz do AM), um ótimo site e também um canal no TV Terra.

O
Kindle é um aparelho do tipo conhecido como e-reader: ele serve para se
lerem livros no formato eletrônico (e-books). Até pouco tempo, o
aparelho estava disponível apenas nos Estados Unidos, mas já há uma
versão internacional. Para baixar os livros, basta uma conexão 3G ou
EDGE. O Kindle for PC que eu mencionei acima é um software da Amazon
que permite que os e-books deles sejam lidos em um computador comum
(com Windows; eles dizem que haverá uma versão para Mac, mas nem
mencionam o Linux, infelizmente). Ou seja: mesmo quem não tem o
aparelho Kindle pode ler os livros. Ah, detalhe que é bem importante
para este post: não só livros, mas também revistas e jornais – como o
brasileiro O Globo, que já tem versão para Kindle!

Diante disso tudo, eu me pergunto: por que lançar uma revista impressa?

A
ESPN já tem largas presenças online e offline, como descrevi acima. O
Kindle para PC está aí, gratuito, para ser baixado por qualquer um (com
Windows, ainda…). É um meio muito mais prático de distribuir conteúdo –
e poupar um monte de árvores, no processo!

Sei que estamos no
Brasil e que, mesmo lá fora, o Kindle (e outros e-readers) não são uma
presença tão maciça. Sei que não é todo brasileiro que tem cartão de
crédito e conexão à internet (banda estreita ou larga). Sei que a
revista, assim como o livro, tem o prazer táctil. Sei que periódicos
como o Lance!, totalmente voltado aos esportes (claro que com preferência para o futebol) vendem bem.

Mas
não consigo deixar de pensar nesse lançamento da ESPN como um passo pra
trás! Se eles tivessem feito isso há dois anos, há um ano que fosse,
ainda faria sentido, mas, no momento em que o Kindle começa a ganhar
presença global, em que há outras revistas brasileiras, como a INFO, e
até uma editora anunciando a conversão de seu conteúdo para o formato
eletrônico, o canal esportivo me parece ter dado uma bola fora!

Eu
até imagino que, em breve, teremos a Revista da ESPN Brasil em formato
eletrônico – aliás, tenho certeza disso! Só sei que passei na banca,
hoje, vi a revista lá e segurei minha vontade de comprar (a revista,
não a banca)! Vou guardar meus cobres para estrear o Kindle for PC!

Momento fotolog

Pois é! Neste ano, eu resolvi largar de frescura e não esperar até
dezembro pra começar o consumo desenfreado de chocottones!! E, pra
começar, o original, da Bauducco!! =D

FUI!


Musical

Oi, gente

"Joga fora no lixo!"

Uma coisa estranha: hoje de manhã, joguei fora minha agenda de 2009! E vou dizer que eu demorei pra fazer isso!
Era
uma agenda que eu já estava para comprar há anos, por conter textos
poéticos, textos que incitam à reflexão, etc. Mas, como ela não é
barata, eu acabei deixando, deixando, deixando…
… até que, para este ano, eu comprei a bendita agenda! E me arrependi!
Porque,
na verdade, dentre os tais textos, a grande maioria incentiva, no
final, a desilusão, o pessimismo, sabe, aquele visão de vida que só
escritores frustrados têm (geralmente pra fazer pose de coitado,
aquelas coisas de "não preciso da crítica, do público", etc, etc, etc).
Na boa, eu já estive pra jogar fora essa agenda mais de uma vez!
Até
que, hoje, aconteceu: abro a minha janela, um dia maravilhoso! Céu
azul, sol, um ventinho leve, tudo para uma pessoa normal (e mesmo uma
estranha) se sentir bem! Aí, cheio de felicidade, vou girar as páginas
da tal agenda, para deixá-la no dia certo… e, acertaram!, me deparo
com aquele show de depressão, decepção, pessismo, etc, etc, etc!
Mas eu não tive dúvidas!! PEguei o bicho, arranquei a página com meus dados pessoais e joguei na reciclagem!!
Ah,
chega, sabem?? Coisa que não presta, que só atrapalha, precisa jogar
fora, mesmo!! Sem dó! No caso de recicláveis, claro, pelo menos o
material se salva!!
Espero que o papel usado nessa agenda seja usado para algo melhor, da próxima vez!!

"Tempo, tempo, mano velho…"

Por falar em tempo, ontem de noite, foi assistir a "Confissões das Mulheres de 30", no Teatro Folha.
Como o título é autoexplicativo, vou logo dizendo que a peça é muuuuito
legal! Mescla muito bem os momentos de reflexão com os momentos de
humor (ao contrário de uma certa agenda), mas tem um momentos mais
tristes, claro.
Vale a pena para mulheres E para os homens, também!
Não vou mentir: me identifiquei muito com vários trechos! Afinal, estou
com 35 anos! E tem coisas que não afetam só as mulheres, viu?… Enfim,
tinha horas que eu ria, tinha horas que eu não ria, tinha horas que eu
pensava "como é que eu vou fazer para agradar a essas mulheres?", tinha
horas que eu me via no palco, mesmo!
Ah, claro: muitos elogios para
as atuações de Juliana Araripe, Camila Raffanti e Fernanda D’Umbra, que
dão um show! Tem sessão hoje, às 20h! Dá tempo, ainda! Eu já deixei os
links acima, mas, só para adiantar, o Teatro Folha fica no Shopping
Higienópolis.

"Corre, corre, corre! Uuuuu!"

E
acaba de acabar a temporada 2009 da Fórmula-1! E eu estava ensaiando
dizer aqui que o Jenson Button foi um campeão muito sem sal, mas, na
última corrida, ele deu um show, tentando ultrapassar Mark Webber! Ou
seja, agiu como se espera que um piloto de verdade aja: tentando ganhar
a posição, não importa qual seja, tentando crescer na corrida,
independente de tabelas e campeonatos!
Sebastian Vettel terminou a
temporada em vice (anotem: ele ainda será campeão!), e Rubens
Barrichello foi o terceiro – pra quem era dado como morto e enterrado
pela torcida, terminar o ano como terceiro do campeonato e com vitórias
não está nada mal!
(Bom, já falei da torcida brasileira, aqui, né?)

"Minha casa é meu reino"

Sexta, finalmente chegou a mesa!! Siiiiiiiimm! Agora, já posso receber pessoas, aqui!!
Porque,
na boa, é gostoso morar sozinho, mas não viver sozinho! Estou sentindo
falta de conversar com alguém, assim, fora do escritório, e também
quero ter o prazer de poder receber as pessoas de que gosto, oferecer
uma refeição, hospitalidade e um bom bate-papo!
Aliás, deixa eu passar o aspirador, que, tudo dando certo, vou ter visitas, hoje!